Participantes conheceram de perto as espécies presentes no JB e aprenderam a confeccionar iscar para a captura de abelhas

A programação especial do Jardim Botânico para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) foi iniciada nesta terça-feira (17/10), com a oficina de confecção de iscas pets para a captura de abelhas. O evento reuniu um público diverso, entre professores e alunos da Rural. Conduzida pelos monitores Matheus Duarte e Marcos Vinicius Campelo, a oficina trouxe informações sobre os diferentes tipos de abelhas presentes no ecossistema brasileiro. Os participantes também conheceram de perto as espécies presentes no Meliponário do Jardim Botânico, como a Jataí, Mandaguari Amarela, Mandaçaia, Mirim droryana e Iraí. Parte das abelhas foram doadas para a instituição, já outras foram capturadas no próprio entorno do Jardim Botânico.


Na sequência, os participantes puderam confeccionar suas próprias iscas, com o uso de garrafas PET. Depois de lavadas, as garrafas são envolvidas com jornal e plástico preto para barrar qualquer fonte de luz. Em seguida, é colocada uma mistura de própolis e álcool que funciona como atrativo para as abelhas. Na boca da garrafa é fixado um pequeno cano para permitir a entrada das abelhas e evitar a invasão de lagartas.

As iscas simulam um tronco oco e podem ser fixadas em árvores. O odor da solução atrativa chama a atenção das abelhas, que começam a construir um pequeno ninho dentro da garrafa. “Já encontramos uma isca com meio quilo de mel”, afirmou o monitor Marcos Vinicius. Depois de algumas semanas, as abelhas podem ser transferidas para as caixas. Além da produção de mel, própolis e cera, as abelhas também colaboram com a polinização do ambiente.

Chamado de “Jardim do Mel”, o Meliponário do Jardim Botânico colabora para a preservação das espécies nativas e também com a educação ambiental. O espaço é utilizado nas aulas práticas dos alunos da UFRRJ e na visitação de alunos e professores das escolas de Ensino Fundamental.Também na tarde de terça, foi realizada uma gincana com alunos do Instituto Figueira de Educação sobre os alimentos ultraprocessados. Organizada pela engenheira de alimentos e professora da UFRRJ, Cristiane Hess, as crianças responderam questões sobre a composição e as informações que aparecem no rótulos dos alimentos industrializados. Os alunos se mostraram entusiasmados, levantando a mão a cada nova pergunta. Uma iniciativa para ensinar de forma lúdica um assunto tão importante.

Por Leandro Costa (texto e fotos), estagiário de jornalismo, sob a supervisão de Alessandra de Carvalho.