Entenda como funciona a semana SNCT.

Quem participa?

Todas as pessoas interessadas podem participar das atividades da SNCT. Atualmente, colaboram com a realização deste grande evento as universidades e instituições de pesquisa; escolas públicas e privadas; institutos de ensino tecnológico, centros e museus de C&T; entidades científicas e tecnológicas; fundações de apoio à pesquisa; parques ambientais, unidades de conservação, jardins botânicos e zoológicos; secretarias estaduais e municipais de C&T e de educação; empresas públicas e privadas; meios de comunicação; órgãos governamentais; ONGs e outras entidades da sociedade civil.

Qual o tema desse ano?

“Inteligência Artificial” foi o tema escolhido para a vigésima edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em 2020, que ocorrerá entre os dias 17 e 23 de outubro em todo o País. Vislumbra-se que a IA pode trazer ganhos na promoção da competitividade e no aumento da produtividade brasileira, na prestação de serviços públicos, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na redução das desigualdades sociais, dentre outros.

Em recente recomendação da OCDE sobre Inteligência Artificial, à qual o Brasil aderiu, foram identificados diversos princípios para o desenvolvimento responsável da IA, assim como recomendações quanto a políticas públicas e cooperação internacional. Dentre os elementos constantes da recomendação, destacam-se os seguintes:

  • A IA deve beneficiar as pessoas e o planeta, impulsionando o crescimento inclusivo, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar.
  • Os sistemas de IA devem ser projetados de maneira a respeitar o Estado de Direito, os direitos humanos, os valores democráticos e a diversidade, e devem incluir salvaguardas apropriadas – por exemplo, possibilitando a intervenção humana sempre que necessário – para garantir uma sociedade justa.
  • Organizações e indivíduos que desempenham um papel ativo no ciclo de vida de IA devem se comprometer com a transparência e com a divulgação responsável em relação a sistemas de IA, fornecendo informações relevantes e condizentes com o estado da arte que permitam (i) promover a compreensão geral sobre sistemas de IA; (ii) tornar as pessoas cientes quanto às suas interações com sistemas de IA; (ii) permitir que aqueles afetados por um sistema de IA compreendam os resultados produzidos; e (iv) permitir que aqueles adversamente afetados por um sistema de IA possam contestar seu resultado.
  • Os sistemas de IA devem funcionar de maneira robusta, segura e protegida ao longo de seus ciclos de vida, e os riscos em potencial devem ser avaliados e gerenciados continuamente.

Mas afinal, o que é Inteligência Artificial?

Existem várias definições de Inteligência Artificial (IA), segundo Luger “IA pode ser definida como o ramo da Ciência da Computação que se ocupa da automação do comportamento inteligente”. Para Winston: “O estudo das computações que tornam possível perceber, raciocinar e agir”.

A Inteligência Artificial nasceu nos anos 50, entretanto, nos anos 2000, a Inteligência Artificial passou a ser objeto de interesse não apenas nos meios científicos, mas também em veículos de grande circulação destinados ao público em geral. O debate acerca das potencialidades das tecnologias de Inteligência Artificial, cujo desenvolvimento encontra-se em curso há aproximadamente cinco décadas, tem assumido importância no Brasil e em vários países do mundo, suscitando discussões técnicas e jurídicas acerca de seu uso, suas potenciais aplicações e sua interação com o ser humano nos processos de tomada de decisão.

Acredita-se que a Inteligência Artificial (IA) seja uma tecnologia transformadora e que por meio dela seja possível gerar soluções ou sistemas disruptivos com potencial para: revolucionar como nós vivemos, interagimos, trabalhamos, aprendemos, evoluímos e nos comunicamos; propiciar benefícios socioeconômicos para a sociedade; melhorar qualidade de vida; alavancar a prosperidade econômica e resolver grandes problemas que não tem soluções hoje. IA está presente em diversas aplicações atuais (reconhecimento facial, varejo, robôs, análise de crédito, saúde, financeira, jurídica, indústria, entre outras) e estará presente em muitas outras aplicações em um futuro breve.

É possível destacar pelo menos duas grandes características do estado atual de desenvolvimento tecnológico:

  1. em primeiro lugar, o grande aumento no poder computacional e no acesso a dados de treinamento conduziu a avanços práticos na aprendizagem de máquina (Machine Learning – ML), que permitiram sucessos recentes em uma variedade de domínios aplicados, tais como o diagnóstico de câncer na área médica, a automação dos veículos e os jogos inteligentes;
  2. em segundo lugar, tais avanços chamaram a atenção de formuladores de políticas públicas e de empresas, provocando uma verdadeira corrida pela liderança mundial em IA e, simultaneamente, a discussão acerca da necessidade de regulação ou de políticas públicas em campos tão diversos como o trabalho, a educação, a tributação, PD&I e ética. Assim, os principais pontos de questionamento dizem respeito aos limites da aplicação da Inteligência Artificial, às implicações de seu uso em diferentes domínios econômicos e à necessidade de conjugar a tecnologia com o julgamento humano.

O Ministério da Ciência, Tenologia, Inovações e Comunicações considera o tema Inteligência Artificial como estratégico para o País e esta apoiando a criação de oito Centros de Pesquisas Aplicadas nas áreas: Saúde, Agricultura, Indústria, Cidades Inteligentes, Segurança e Defesa Cibernética, Governo. Ademais, o MCTIC está elaborando a Estratégia Brasileira para Inteligência Artificial que tem como objetivo solucionar problemas concretos do país, identificando áreas prioritárias no desenvolvimento e uso das tecnologias relacionadas a IA nas quais há maior potencial de obtenção de benefício.

Outra ação importante é o programa IA² MCTIC o qual objetiva apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento orientados ao desenvolvimento de soluções em Inteligência Artificial. O programa possui abrangência nacional e cria importante oportunidade para apoiar investimentos em projetos de P&D.

Desta forma, espera-se que as ações e programas em Inteligência Artificial estimulem a pesquisa básica, aplicada e, por meio destas, a inovação; fortaleçam o desenvolvimento de produtos (hardware/firmware, software, algoritmos e modelos matemáticos); contribuam fortemente para a conexão entre ICTs, Governo e Empresas; que forneçam a infraestrutura necessária para ampliação das redes de pesquisas; desenvolvam competências e capacitação tecnológica avançada e qualificada; enfim, contribuam para o crescimento econômico e progresso social do País.

Perguntas orientadoras

  • O que é Inteligência Artificial? Como a Inteligência Artificial pode trazer ganhos na promoção da competitividade e no aumento da produtividade brasileira, na prestação de serviços públicos, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na redução das desigualdades sociais?
  • Quais são as principais cadeias produtivas do País? Como podemos potencializá-las? Como podemos agregar valor aquilo que já produzimos, criando novos produtos e serviços que utilizam IA? Como a Ciência, Tecnologia e Inovação podem auxiliar nesse processo?
  • Quais são os produtos advindos da Inteligência Artificial no País?
  • Como a pesquisa, desenvolvimento e a inovação podem contribuir para estimular a Inteligência Artificial no Brasil?
  • • Quais são os benefícios da Inteligência Artificial? Quais impactos eles trazem para o país e para a população em geral?

Exemplos de assuntos que podem ser abordados na SNCT 2019

  • Inteligência Artificial nas áreas de Saúde, Agricultura, Indústria, Cidades Inteligentes, Segurança e Defesa Cibernética, Governo, e outras.
  • Qualificações e Força de trabalho em Inteligência Artificial, o profissional do futuro e do presente.
  • Inteligência Artificial: Pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo.
  • Inteligência Artificial: Legislação, regulação e uso ético.
  • A Governança de Inteligência Artificial.

Quem Coordena?

A coordenação nacional da SNCT é de responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Coordenação-Geral de Popularização da Ciência (CGPC), da Assessoria Especial de Assuntos Institucionais (AEAI). Em cada estado, existem parceiros locais que podem orientar em como participar da SNCT. A realização da SNCT conta com a participação ativa de governos estaduais e municipais, de instituições de ensino e pesquisa, e de entidades ligadas à C&T de cada região. Muitos estados e municípios já criaram suas semanas estaduais ou municipais de C&T, articuladas com a SNCT nacional.

Fonte: https://snct.mctic.gov.br/entenda-como-funciona-a-semana-snct/